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o meu futuro é um cadáver



o meu futuro é um cadáver espichado no convés
de um barco abandonado ao capricho das marés
passam ilhas e arquipélagos e eu desnatural de mim
não me encaixo na moldura de madeira ou de marfim

desce a chuva sobe o sol mar e céu tudo é antigo
mas o abismno de ser eu não se ausenta de migo
e a todo momento a culpa de ser ateu ou cristão
sempre na linha de frente da dura competição

e a embarcação segue a esmo sem fantasma a assombrá-la
não acha praia nem porto por isso mesmo não encalha
que as tuas areias não possuem a ideal densidade
ou desviei-me da rota ou então perplexidade

***

...não é nada disso de mar e céu e sol e embarcação
o meu futuro é uma velhinha que faz crochê na prisão
como ninguém a visita e como tem pouca linha
assim que acaba o trabalho ela o desfaz e principia...

2 comentários:

Anne. disse...

Meu ídolo.

vc fez um preto ficar vermelho...