a solidez da solidão toca sua tumba na ceilandia
antítese da Disneylândia hospedeira da ilusão
ela se cria totalmente em nordestino material
farinha pouca e rapadura nos desvãos do seu embornal
domingo à tarde na feira
caldo de cana e pastel
coisa bonita de olhar
mesmo com ausência de mar
é esse céu esse céu
do velho chico ou Parnaíba pra capital sem capital
deixei a minha namorada e as bananeiras do quintal
mala de sola sol a pino minha chorando na jinela
eu vim-me embora pra ceilandia pra o ano eu volto em minha terra
a gente migra mas a alma num tem quem possa ver migrano
senta num banco de três pernas fogão de lenha lhe aquentano
a gente pensa para o ano a gente pensa todo dia
eu vou voltar pra minha terra comer torresmo com farinha
a solidão a insensatez de permanecer labutando
nas copas e jardins dos lagos capacho do doutor fulano
eu também quero a burguesia eu também quero todo ano
casa de praia na Bahia bem longe do doutor sicrano
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on quinta-feira, 14 de julho de 2011
at 18:31
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